sábado, 27 de agosto de 2016

#PensarNaoDoi:
“E os Princípios...! ”

"...O homem sem princípios é também comumente

um homem sem caráter; pois, se tivesse nascido
com caráter, teria experimentado a necessidade
de criar princípios para si...!"



Sébastien-Roch Chamfort

Tenho um amigo, jurista, filósofo por natureza que utiliza seguidamente, conforme o assunto que discutimos um aforismo (texto breve que enuncia uma regra, um pensamento, um princípio ou uma advertência.); Imperativo Categórico.

E tem uma história que ele gosta de contar para contextualizar a máxima. Mas esta vou deixar para que o faça.
Nós enquanto cidadãos, homens da “polis”, em uma civilização, por óbvio, tentamos chegar o mais próximo possível do contexto do autor em epígrafe.
Todos nossos princípios têm como base a educação familiar, de onde começamos a formar nosso caráter. É de lá que vem as regras que não estão escritas, mas gravadas em nosso subconsciente.
Tratar bem os mais velhos, respeitar pai, mãe e as mulheres, cumprir as leis... E assim por diante. Em uma boa educação familiar estes detalhes fazem parte do ser e, consequentemente, podem ou não ter ajudado na formação do caráter.


Estamos em uma época um pouco “apavorante”, para não dizer alienada, para os Brasileses: Aproximam-se novas eleições. Agora as Municipais. Ou seja: Hora de fazermos o “Tema de Casa”.

Sim agora é no nosso quintal que tudo começa. Se fizermos bem feito, certamente não teremos a ausência de “escrúpulos” tão comum hoje, em todos os homens ditos “públicos”. De um simples vereador à um Ministro do STF.
Um imperativo categórico, é um dos principais elementos da filosofia do pensador alemão Immanuel Kant. Sua ética e moral têm como base esse preceito. Para o filósofo alemão, imperativo categórico é o dever de toda pessoa de agir conforme os princípios que ela quer que todos os seres humanos sigam, que ela quer que seja uma lei da natureza humana.


E é. De certa forma. Porém o indivíduo da “polis” nem sempre age desta forma.

O mais comum que podemos exemplificar começa com as próprias crianças, quando ela encontra uma placa que diz: ”Não jogue lixo no chão...! ”. 
Aqui entra o aforismo do filósofo alemão. A criança por educação familiar já sabe disso e dificilmente o fará. Mas poderão observar que junto a uma placa qualquer de “proibido”, está junto as ações que ela avisa.
O que o pensador alemão quis dizer com tudo isto?
Vamos ver como foi colocado: O Ser "age somente segundo uma máxima por meio da qual possas querer ao mesmo tempo que ela se torne lei universal."
De outra forma "age de tal maneira que a máxima de tua vontade possa valer igualmente em todo tempo como princípio de uma legislação universal."
E ainda "age de tal sorte como se a máxima de tua ação devesse tornar-se, por tua vontade, lei universal da Natureza."


Por isso que age de tal maneira que trate sempre a humanidade, tanto em tua pessoa quanto na de qualquer outro nunca simplesmente como meio, mas ao mesmo tempo e simultaneamente como fim.

O imperativo categórico assemelha-se a lei áurea bíblica: "Não faças com os outros aquilo que não queres que faças contigo."
Se sabemos de tudo isto porque ainda fazemos o contrário, inclusive da lei máxima bíblica?
Ouso responder com uma pergunta: Na gênese, da metáfora bíblica da Criação de Deus, se o Próprio não houvesse dito à Eva para “comer a maça”, Eva teria comido?


Se seguirmos a máximo do filosofo alemão não. Então não teríamos tido o “pecado original”.
Exatamente. Está em nosso subconsciente cobiçar o que não podemos. É uma espécie de transferência genética cultural. Está com o homem há milênios.
Não cobices a mulher do próximo... só não avise qual a mulher, pois será a primeira coisa que ele (a) fara.
O Imperativo Categórico é uma das ideias centrais para a adequada compreensão da moralidade e da eticidade.
Tanto que o pensador alemão deixa dito, em sua obra mais conhecida: Crítica da Razão Pura:
Duas coisas me enchem o ânimo de admiração e respeito: o céu estrelado acima de mim e a lei moral que está em mim. 
Em outras palavras se tudo isto está dentro da ética pessoal do Brasilês por que ele não coloca em prática?
Pergunte-se primeiro se foi ensinado por teus pais; Em seguida se com tal caráter ages assim junto à comunidade em que vive. Se a resposta for sim, tem caráter e faz jus ao imperativo categórico.
Mas se a resposta for não...
Pode pensar... Ainda não dói!



Entendimentos & Compreensões

Leituras & Pensamentos da Madrugada
Das leituras de Crítica da Razão Pura
Immanuel Kant – Filósofo alemão
E minhas conversas com meu amigo
Michael Cheade
Publicado originalmente no Grupo Kasal – Vitória – ES
http://www.konvenios.com.br/info/verArtigo.aspx?a-id=28094
Arquivos da Sala de Protheus
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terça-feira, 23 de agosto de 2016

#SOSEducacao:

Lembraram da Educação? 
-Finalmente -

“... Um estado dever ser um servo
E não um mestre...!”

Margareth Thatcher – Ex-premiê Inglaterra.

Se sou velho? Não! Mas sou do tempo em que um professor, ao entrar em sala de aula, todos os alunos se levantavam. Afinal ao mestre todo o respeito.
À entrada, na Escola, em qualquer um dos turnos, era precedido pelo hasteamento da Bandeira Nacional, cantando o Hino Nacional Brasilês.
Desta forma fomos formados com senso crítico apurado, senso moral e, principalmente, o que os antigos gregos tinham de sobra: Bom Senso!
O principal ponto que Educação era dever e direito da Família. À escola cabia o dever de transmitir conhecimento e elevar os valores que vinham de casa, o respeito aos mais velhos, às autoridades e ao estado no geral.
Agora surgiu um “ovo de Colombo”: Escola sem partidos! Que entrou no Congresso Nacional através do Parlamentar Magno Malta, do Espirito Santo.

Estudei, por minha vez, em ambas as escolas: Públicas e privadas.
E se discutia de tudo. Sim, tudo era discutido, através de uma matéria ou outra, desde religião que era estudada e todas eram mencionadas assim como a parte política. E aprendemos que todos somos seres políticos. Não confundirem com “politicagem, politicalha” e outros adjetivos de “gentalha” (Adjetivo neologista ou acepção, utilizado para designar quem é da esquerda doente e que vive com dinheiro público).
Hoje não tem mais pública ou privada. Toda as normas vêm do MEC – Ministério da Educação e Cultura -, não se preocupem, apenas uma sigla, para tirar dinheiro do povo, através de livros didáticos, nos transformando na indústria editorial com o maior número no mundo. Depois vem a Itália, onde livros e Editoras são exclusivas de Literatura e não de livros escolares. Com isso três ou quatro grandes editoras, reeditam todos os livros, todos os anos, com as mesmas besteiras que nada acrescentam.
Agora a discussão de “equacionar discuss
s
ões”, como sexualidade. Não existe equacionar, existe repassar reconhecimento. 
Um professor cria o direito de opinião como apuração do senso crítico do indivíduo. Caso contrário teremos robozinhos e resultados como os que conhecemos atualmente em que 22.5% dos universitários de Ciências Jurídicas são “alfabetos funcionais”. Quer mais?

Um professor doutrinador é um aliciador. Não é sinônimo. É constante à primeira classificação.
Não tenho que discutir professores. Temos que formá-los com conhecimento. Principalmente da Língua Portuguesa Brasilesa, antes de mais nada.
Ah, eu disse Brasilesa: Não! Eu afirmei. Brasilês é meu gentílico e não brasileiro como o MEC doutrinador gramscista através de Freire implantou no Brasil como forma de, literalmente, “embrutecer” utilizando uma acepção – o aluno.
Eles não sabem mais absolutamente nada. Pois não formaram um senso crítico através do conhecimento adquirido.
Falam em direito e deveres. Vamos lá. Quero que vocês procurem na Constituição Federal, o Item Direitos e Deveres que está no índice:
Se acharem DEVERES... por favor me avisem!
Entenderam?
Não? Vou tentar ser mais claro. Quando sindicatos tem mais voz com os professores do que os pais dos alunos, aos quais eles “tentam” ensinar, vem com a estratégia socialista desde a Internacional Socialista de Leonel Brizola, porem com outros termos.
Um Professor de História não tem a menor ideia de quem é Eric John Ernest Hobsbawm, reconhecido como um importante nome da intelectualidade do século XX. Ao longo de toda a sua vida, Hobsbawm foi membro do Partido Comunista Britânico.
Querem mais? Como está a minha amada Língua Portuguesa Brasilesa? Ah, sim esqueci de dizer que o sufixo “eiró” é designativo de tarefas ou profissões, e eu não sou brasileiro, sou jornalista, mas meu gentílico é BRASILÊS. Poucos sabem.
Nos ofendemos o Hino Nacional Brasilês, quando iniciamos a segunda parte dizendo: “...Deitado (e)TERNAMENTE...!”. Ora que ofensa a Manuel Osório Duque Estrada, um dos autores da letra, que jamais colocaria um “morto”, representando o povo, em um Hino Nacional. Sim pois “deitado eternamente”, somente quem está morto.
Em tudo, o dito acima está erroneamente nos veículos oficiais do Estado nos três níveis, na imprensa e nos professores. E o pior, nos livros e dicionários.
Então dizer que o projeto Escola Sem Partido, é uma evolução da educação é nos chamar de quadrúpedes ruminantes ao quadrado.
Gosto da ideia do parlamentar capixaba, em rediscutir as formas da educação como forma do que está sendo colocado nas últimas décadas no Brasil. Mas não precisa de Lei congressual. Precisamos de ensino para professores e não de bandeira politiqueira
Ouvi e vi o tal de debate promovido pela Folha de São Paulo, com “ditos” especialistas na educação e só saiu bobagem. Uma discussão e gritos por todos os lados. Perda de tempo da “imprensinha”. Só isso.
Escola particular é onde os pais entregam seus filhos, por contrato, a continuarem a educação da moral, do civismo, incluindo religiosidade, e questões que aumentem o que os pais já começaram.
Escola pública, é mera repassadora de conhecimentos. É a parte mais fraca onde atinge a criança e o adolescente.
Estes formados em seu senso crítico entrarão no terceiro grau e não serão meros “decoradores” de material de professorezinhos que “copiam do Google”. 
Aqui começa a diferença.

Entreguem a educação para professores de verdade, bem formados, que sabem direitos e deveres e deeme tenham autoridade dentro da sala de aula. O resto mandem embora para os pais educarem como devem ser educados. Fora disso é caso de polícia. Ponto.
Finalmente: Não se esqueça nunca – Educação é com a família. Para a escola e para o professor o dever e direito de repassar conhecimento.
Um lembrete: Só utilizem o termo “fascista”, como ofensa se souber, definitivamente o que significa. Senão passam o atestado de “energúmeno”!
Pensem... Não Dói! Mas não ensinar direito... Cobre-se do Estado.



Entendimentos & Compreensões
Leituras & Pensamentos da Madrugada
Experiência de 20 anos de ensino técnico e profundo.
Publicado originalmente no Grupo Kasal – Vitoria – ES.
http://www.konvenios.com.br/info/verArtigo.aspx?a-id=28080
Imagens meramente ilustrativas do Google Imagens,
Arquivos da Sala de Protheus

sábado, 20 de agosto de 2016

        
Hoje é Dia do Amor!
“...TU BeAV :A
Origem do Dia dos Namorados...!”
A Autora!

Quando pensamos no mês de Av, nossa primeira associação é com Tishá beAv, um dos mais sombrios dias do calendário, no qual ocorreram e relembramos grandes tragédias da história judaica como a destruição dos dois Templos de Jerusalém, a queda de Betar, de Bar Kokhbá, do massacre à resistência judaica aos romanos, dos decretos de expulsão dos judeus da Inglaterra e da Espanha, entre outras.
Quando pensamos que o vocábulo Av, em hebraico, também significa pai e, associando à imagem de um Deus paternal, podemos questionar quase "hereticamente": Que pai é este?
A resposta, no calendário judaico, vem seis dias depois, em Tu beAv (15 de Av): um pai que nos recebe com alegria, que se volta para nós ao retornarmos a ele. Embora seja uma data menos conhecida, é uma das mais expressivas, a meu ver. No Talmud (Taanit 26,2), Tu beAv e Iom Kipur são considerados "os dias mais significativos para o povo de Israel".
Da mesma forma que em Tishá be Av tantos fatos trágicos aconteceram aos judeus, em Tu beAv foram vários fatos positivos, ao longo da história, marcando o fim de negativos que vinham ocorrendo conosco, como povo.
O fim das mortes da geração do êxodo
Após o caso dos espiões, quando o povo não quis entrar em Canaã, sua geração foi condenada a uma jornada de 40 anos no deserto, até que todos falecessem e uma nova entraria na Terra. Segundo a agadá, isto ocorreu em Tishá beAv e as mortes ocorriam neste dia; as pessoas cavavam covas para si e dormiam dentro delas; todo ano morriam 15.000. No último ano no deserto, todos acordaram vivos. A princípio, pensaram que haviam errado a contagem de dias e continuaram a dormir nas covas nas noites seguintes até que no dia 15 viram a lua cheia e tiveram certeza que Tishá beAv havia passado sem ninguém morrer.
O enterro dos mortos de Betar
O imperador romano Adriano após o genocídio em Betar, deixou os corpos dos judeus abandonados, jogados em um vinhedo. Após um tempo, um novo rei permitiu que fossem finalmente enterrados. Todo o povo uniu-se para cuidar do enterro, que ocorreu em Tu beAv. Nossos Sábios acrescentaram a bênção Hatov Vehametiv -o "Bom que faz o bem", no Bircat Hamazon, explicando: "O Bom" -pois os corpos não apodreceram enquanto não haviam sido enterrados e "que faz o bem"-pois fez com que acabassem sendo enterrados.
O dia em que terminavam de trazer lenha ao Templo.
Este também era o dia da oferenda de madeira quando as pessoas traziam gravetos de madeira para o altar do Templo (Nehemias,10:35). O festival foi instituído pelos Fariseus celebrando a sua vitória sobre os Saduceus neste dia.
Após a reconstrução do Segundo Templo, no tempo de Ezra e Nehemia, era grande a dificuldade de encontrar árvores para utilizar a madeira na queima dos sacrifícios no altar, pois a terra encontrava-se devastada. Quando alguém doava lenha ao Templo, era muito festejado, pois sem lenha o ofício do Templo teria que ser cancelado. Inimigos impediam pessoas de chegar com lenha a Jerusalém. O última dia de corte para o Templo era 15 de Av. Depois, o calor já não era tão intenso e as madeiras que não estavam secas corriam o risco de serem infestadas por insetos, invalidando sua utilização no altar. Por isso, o último dia de verão era festejado com grande alegria.
O Talmud dá uma razão adicional e curiosa para a importância deste dia: daí em diante nenhuma madeira mais foi cortada para o Templo porque o sol não era mais bastante forte para secá-la (Bavli:Taanit,30b-31a; Tratado 121a-b;Ierushalmi:Taanit 4:11,69c). Teria havido uma mudança de clima súbita e drástica? Se o sol não fosse mais forte bastante para secar madeira, uma forte névoa teria se formado, bloqueando os raios do sol? A terra teria esfriado, pelo menos na região? Talvez nunca saibamos a resposta desta intrigante questão.
Amor fraterno
Há outras razões para a causa e o valor do Feriado do Amor.
O rei de Israel Ierovam ben Nevat, havia retirado o trono de Jerusalém e colocado dois bezerros de ouro, em Dan e Bet El, para o povo idolatrar. Mas muitos continuaram indo a Jerusalém. Para impedi-los, Ierovam espalhou várias barreiras e guardas nos caminhos.
Num Tu beAv também, o último rei de Israel, Hoshea ben Elá, removeu as chancelas que Ierovam instalou e declarou: "Quem quiser peregrinar a Jerusalém, pode ir".
Neste dia foi permitido às tribos casarem-se pela primeira vez entre si (Números, 36:8ss). Havia dois tipos de casamento proibidos: entre tribos e entre qualquer uma e a de Benjamin.
A primeira proibição foi transmitida por Moisés, para garantir os direitos sobre a terra de cada tribo. Se uma filha tivesse herdado um terreno de seu pai, ao casar-se com um homem de outra tribo, o terreno passaria a pertencer também ao marido, prejudicando a tribo dela. Quanto à tribo de Benjamin, após o episódio daPileguesh Baguiva, o povo fez a promessa: “Nenhum de nós dará sua filha a Benjamin por esposa”.
Anos depois, os sábios analisaram as proibições e concluíram que os casamentos eram proibidos apenas por um período. Os primeiros quatorze anos após a entrada em Canaã foram dedicados à conquista e distribuição de terras. Casamentos entre tribos eram proibidos durante estes anos, devido à ausência de demarcação da terra que seria destinada a cada tribo, que impossibilitava transferências; depois, tornou-se viável. A promessa de não casar-se com a tribo de Benjamin era apenas para aquela geração, pois disseram "Nenhum de nós" - não "Nenhum de nosso filhos". Os Benjaminitas foram readmitidos na comunidade (Juízes,21:18 ss). As permissões foram dadas em Tu Beav, dia de alegria e união do povo.
Deduzimos que o Feriado do Amor também era um Feriado de Amor Fraterno.
O Dia dos Namorados Judaico.
TU BeAV: A Origem do Dia dos Namorados e de Valentine’s Day
Desde tempos bíblicos, o dia 15 de Av tem sido celebrado como o Feriado do Amor e do Afeto.
Em Israel, tornou-se o feriado das flores, porque nele é costume dar flores de presente a quem se ama. O Feriado do Amor era conhecido na ėpoca do Segundo Templo. O Talmud diz que as "filhas de Jerusalém vestiam-se de roupas brancas e iam dançar nos vinhedos, cantando" em 15 de Av e "quem não tivesse uma esposa podia ir até lá" para encontrar uma noiva. (Taanit, 4:8, Talmud Bavli).
Em tempos bíblicos, o Feriado do Amor era celebrado com tochas e fogueiras. Hoje em dia, em Israel, é costume enviar flores a quem se ama ou para os parentes mais íntimos. A significação e a importância do feriado aumentaram em anos recentes. Canções românticas são tocadas no rádio e festas 'Feriado do Amor' são celebrados à noite, em todo o país.
Não há halakhot, preceitos para esta data, exceto a orientação que, a partir de 15 de Av, devemos aumentar o estudo de Torá, pois nesta época do ano as noites começam a alongar-se e "a noite foi criada para o estudo." Uma ótima noite para vocês!
O amor no judaísmo é essencial. Rabi Haim Vital, cabalista, comparou porguemátria amor em hebraico, ahavá, (valor numérico 13) com o Nome de Deus (26), concluindo que, quando duas pessoas se amam, a combinação de seu amor (13+13) intensifica a presença divina entre eles (Deus=26=13+13). Portanto, procure o amor e ame intensamente! Cônjuges, namorados, amigos, pais, família... 

Quando duas pessoas compartilham suas existências, com troca e harmonia, Deus se faz presente!




Entendimentos & Compreensões
Dos estudos da Prof. Dra. Jane Glassman
Publicado originalmente em Visão Judaica, 
Doutora em Língua Hebraica, Literaturas e Cultura Judaica-USP, Fundadora e ex-Diretora do Programa de Estudos Judaicos–UERJ, Professora Coordenadora do Setor de Hebraico
-UFRJ (aposentada), escritora - Rio de Janeiro – RJ.

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Obs..:
Todas as obras publicadas na Sala de Protheus
São de inteira responsabilidade de seus autores.
O Editor!

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Eu, o Lobo Alpha!
Minha coloração é mista, oriunda também do vermelho que atrai a muitos, como símbolo da paixão. Sou um obstinado, de olhos amarelados e pelagem variada. Já cheguei a 86 kg sendo abatido após a Segunda Grande Guerra Mundial e por ironia num País de bandeira vermelha da antiga URSS.
Esta coloração simboliza vida, pecado... “A cor do pecado é rouge carmim...” (Alceu Valença). Vermelho é a cor do sangue que dá vida. A cor mais usada em movimentos esquerdistas, contraditórios. Cor que se destaca em bandeiras, símbolos de regimes, partidos, agremiações políticas.
Solitário, vivo em família. Não me misturo. Mesmo assim, consigo viver bem em áreas urbanamente frequentáveis, que são meu alvo favorito. Enfermo, continuo liderando sem me afastar da alcateia. Enquanto os demais se afastam para não prejudicar a todos, eu fico e contamino toda a manada, com a força do meu poder.
Afinadíssimas são as minhas audição e visão, coisas que o rebanho não percebe. Sou um bicho, um animal, uma espécie. Sou um homem, sou uma mulher. Meu porte é sempre atraente, cativante e consigo reproduzir meus intentos e linhagem em montanhas, desertos, tundras, áreas rurais e confins da Terra. Sou um lobo! Sei usar todas as falácias do mundo. Vivo em manadas que se comportam de forma regulamentada sob as vistas do Alpha. Sou Alpha!
Numa marcha ordeira, uma alcateia segue da seguinte forma: 1º. Os três primeiros lobos são os mais velhos ou doentes e vão à frente para marcar o ritmo do grupo. Se fosse ao contrário, estes ficariam para trás e perderiam o contacto com a alcateia.
2º. Logo atrás se seguem os cinco mais fortes. 3º. No centro seguem os restantes membros da alcateia. 4º. No final do grupo seguem os outros cinco mais fortes. 5º. E em último, sozinho, segue o lobo Alpha que controla tudo desde a parte traseira. Nessa posição, consegue controlar todo o grupo, decidir a direção a seguir e antecipar os ataques dos adversários.
A alcateia segue ao ritmo dos anciões e sobre o comando do líder Alpha que impõe o espírito de entre ajuda não deixando NUNCA ninguém para trás. O verdadeiro sentido da caminhada não é chegar à primeiro, mas sim, chegarmos JUNTOS.

No entanto, não sigo esta linha de pensamento. Minha compulsão de poder segue a marcha do engano, do vale tudo, da corrupção, da matança, do EU. Eu sou o lobo Alpha. Sou o melhor lobo. Eu decido os passos da alcateia. Eu estou de olho e tenho ouvidos e audição apurados. Enfermo, não a abandono. Meu intento é contaminar e ter todo o grupo, todos os “lobos solitários” em minhas mãos e sob o meu comando.
No Brasil, por exemplo, tenho um grande rebanho com seus pastos. Em média faturo 400% em cada investimento, sem nenhuma perda. Obedientes, cada ovelha sabe o seu lugar e nenhuma quer o lugar de outra. Só grita ou faz barulho, quando está em perigo. Na ausência do pastor, todo o rebanho começa a balir. Estes berros me atraem como predador. Percorro longas distâncias seja em terra firme, neve, marítimo ou aéreo para satisfazer meus intentos.
 Insistente e perseverante também aqui no solo brasileiro, consigo ser bandos de homens perversos, de maus instintos e intenções, facínoras, desordeiros, objetivando a liderança política devastadora, causando ferozes tosquias e matança de rebanhos. Os arrebanhados me seguem sem discutir, por um bocado de centavos, por mera idolatria, fanatismo que os faz esquecer a dureza da vida, o rigor do inverno, a seca.
 Iludem-se e se entregam totalmente sem observar que "Lobo" tem vários sentidos e lições. E que, várias vezes os lobos são citados nas Escrituras Sagradas como malfeitores, enganadores, destruidores, que vem para matar o rebanho... “Acautelai-vos quanto aos falsos profetas. Eles se aproximam de vós disfarçados de ovelhas, mas no seu íntimo são como lobos devoradores”! Mateus 7:15).
 Sou suficientemente sagaz conhecedor do que é justo e reto, para à espreita chegar por trás, de mansinho e arrombar a porta do aprisco.
 
Assim, os lobos que norteiam a caminhada são os mais velhos, os mais experientes, maliciosos e não os mais fortes. Como deuses, ídolos partidários conhecem as trilhas. Assim caminham os três mais relevantes poderes do País. A seguir os cinco partidos ou poderes políticos mais fortes. No centro, o restante dos partidos, militantes, o povo. No final, na retaguarda mais cinco fortíssimos poderes.
 E eu sigo por último, para determinar o ritmo da Nação, das investigações, dos conchavos, do eleitorado. Sigo sempre ganhando, ameaçando, formando cartéis e quartéis, passando rasteiras, sustos, controlando o rumo da população, que, por estar deitada “eternamente” em berço esplêndido, nem de perto consegue ouvir o estrondoso uivo do meu “Eu”, Lobo Alpha.



Marilene Marques é mineira da Vila de Assaraí, 
Município de Pocrane, MG 
Contabilista Aposentada, ex-professora. Também trabalhou na Cia. Aços Especiais de Itabira ACESITA, atual APERAM, no Instituto Educacional Ebenézer, Escola Estadual Pe. José Maria De Mann, Mega e Tomaz Contabilidade outros.
Apaixonada e trabalhando com o voluntariado social. 

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segunda-feira, 15 de agosto de 2016

#Cidadania:
Do Princípio de Votar!

“ Numa tal letargia, e numa tal melancolia, 
deve inevitavelmente 
teu espírito ficar mergulhado, quando 
privado das ocupações 
e prazeres que lhe vêm de fora. ”




David Hume – 
Investigação a cerca do Entendimento Humano – 1726



Estamos, novamente, neste ano, diante do princípio, democraticamente saudáveis, de votar. De escolher representantes. E em nos representando, indicar o melhor caminho para uma coletividade.
Temos consciência da inevitalidade de situações, algumas constrangedoras, quando nos expomos com o objetivo de ser candidato a cargos públicos. 
Eis o ciclo do Universo. Tudo já foi pensado.... Tudo já foi dito.... Tudo já foi escrito.
Desde 1990, os municípios (pegando o RS como base) não tinham polarização: Ou seja: Apenas dois candidatos e uma “montanha de partidos”, estes todos, literalmente, “partidos”, aos pedaços, juntando-se a outros despedaçados para apoiarem alguém.
Esta eleição municipal será novamente PESSOAL. Os partidos serão meras agremiações legais para se chegar às prefeituras e câmaras de vereadores.
A esquerdalha e sua “gentalha” estão aos poucos sumindo, ou esfacelados indo para outros “partidecos de aluguel”, - já que o prazo foi no dia 05 de agosto para qualquer oficialização-.


O que ainda não sabemos, por certo, é que: o TSE ainda não terminou a divulgação dos chamados “fichas sujas”. Estes, mesmos que já estejam inscritos, como candidatos, oficialmente. Terão que colocar o ”rabo entre as pernas”... E voltar para suas cavernas de onde não deveriam ter saído.
A primeira listagem oficial do TSE, já foi divulgada, mas é parcial.... Ainda os casos continuarão a serem julgados. Muitos já “definidos” candidatos pelos partidos, ainda poderão ser cassados.
Mas falo genericamente como se todos fôssemos.... Sim todos somos. Agora é a hora do verdadeiro “tema de casa”, do autêntico “tira teima”, de demostrar caráter ou a falta dele... Que é o que está sobrando, a falta é claro, nos altos escalões dos três poderes.


Com a exposição, automaticamente, nós analisamos: Somos assim? Sim. Somos exatamente assim. O mesmo autor, acima, dizia: “.... Não me imponhais, portanto, por mais tempo esta violenta limitação. Não me obrigueis a ficar dentro de mim mesmo, e em vez disso indicai-me aqueles objetivos e prazeres que mais satisfação podem oferecer. Mas por que recorrer a vós, orgulhosos e ignorantes sábios, para apontar-me o caminho da felicidade? É preferível consultar minhas próprias paixões e inclinações. É nelas que devo ler os ditames da natureza, não em vossos frívolos discursos. ”

                                         Fica a dúvida de quem são, realmente, os sábios. Quem são os ignorantes. Na melhor das hipóteses, somos ambos. Em muitas ocasiões. Somos sábios quando exigimos. Ao menos para nós mesmos. Somos ignorantes quando não desejamos. Portanto, somos ambos. A Democracia é o espirito coletivo. Sem mais nem menos. Bem Comum torna-se discurso evasivo nos lábios de “incautos politiqueiros”. Igualdade foi uma paixão que durou apenas, e tão somente, o período da Revolução Francesa. Todos estes séculos, após, o discurso continua. Porém, com ele vem a dúvida: Se somos únicos, como seres, criado por Ele, à Sua imagem e semelhança, o que é realmente igualdade? Fraternidade. Bem é outro tópico. Mas que fraternidade poderá haver quando um dos “incautos” candidatos às Prefeituras nos ofendem, em inteligência quando lançam seus nomes? Porque temos que mostrar às nossas crianças que, alguns destes “seres” indescritíveis, vivem entre nós e querem ter o mando, daquilo que depois da família, ou juntamente, é a coisa mais importante de uma coletividade, O Estado? (Mesmo sendo os municípios que o compõem) Por que não temos respostas quando destes vazios, evasivos, ofensivos, e ignorantemente pobres, de espírito, discursos oferecidos a toda uma gente? Temos, mas no fundo nos acomodamos em nossas covardias internas, no sentido de que “eles que se virem”. Não é eles, é nós. As conseqüências serão por nós sentidas muito antes de nos darmos conta. 

É de nosso interesse. Precisamos ouvi-los, em sua pequenez para que possamos discernir sobre o que é melhor para nós. Poderemos errar. Uma vez. Várias, jamais. Nossos jovens, muitos irão votar pela primeira vez, compreendem e já começam a ter discernimento, disto também. 

Não podemos, não temos o direito de ofendê-los em seu principio de entendimento sobre as coisas deste mundo, com o simples sentido de que “entendemos um pouco mais”. Primeiro por isto ser falso. Segundo por eles necessitarem que lhes indiquemos um caminho. Mas seguro. Inteligente. Maduro. Apenas como forma de comprovação de que não estamos aqui apenas fazendo, ou sendo, números estatísticos. Somos o que somos. Pobres de espírito em sua grande maioria. Mas, sobretudo, buscando nosso lugar. Em termos de votação, os ditames da consciência são os mais importantes. Pense. Não dói. Faz bem. Ajuda mais gente. Melhora a nossa convivência social. Tornamo-nos mais civilizados. Sobretudo mais gente. Mas pense! E, é claro, decida. Por você. Por mais ninguém.

Pensar não dói... Já escolher “qualquer um” para cargos públicos poderá doer muito em ti e em teus filhos...



Entendimentos & Compreensões

Leituras & Pensamentos da Madrugada
Das analises atuais de um Brasil. 
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